quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Comportamento – Recolocação & Currículo

Por: Lúcia Renata:

Esse mês vamos falar sobre recolocação profissional e como eu posso colocar as atividades não relacionadas ao meu objetivo, isto é, bicos e afins?
Para quem ainda não me conhece, eu sou Coach de Carreira e Vida e trabalho com recolocação profissional há 10 anos.
Nesse artigo eu vou falar para você que está em nessa busca de recolocação profissional e já seguiu as minhas dicas de uma boa construção curricular e que ainda possuí uma dúvida sobre atividades que não estão relacionadas ao seu objetivo.
E agora Lúcia, como eu coloco essas atividades no meu currículo?
Vou sinalizar alguns pontos importantes:
  1. Enquanto você estava desempregado (a) fez alguns trabalhos extras-curriculares, como venda de produtos, trabalhar com amigos e ou parentes, trabalho de telemarketing, entre tantos outros;
  2. Todas as atividades que não estão relacionadas ao seu objetivo, também servem de apoio ao seu documento curricular;
  3. É importante citá-las no seu documento para mostrar que você não ficou sem atividade, de trabalho remunerado, e não houve grande espaço de tempo entre as atividades;
Então como é que essa informação deve ser descrita no documento curricular? Após você fazer a primeira página do seu currículo, fazendo a apresentação pessoal com seus dados de contato, objetivo, resumo de qualificações, partimos para a segunda página com as atividades profissionais relatando o nome da empresa, cargo e tempo de serviço, logo a baixo descrever os cursos de aperfeiçoamento e por fim Atividades Extra-Curriculares ou Outras Atividades, nesse título você pode descrever, igualmente nas atividades profissionais, a sua atividade Extra-Curricular/Outras Atividades.
Na dúvida de como executar essa descrição, consulte um profissional qualificado que possa te orientar da melhor maneira possível.
E assim, você possa alcançar seu objetivo o mais rápido possível.
O melhor investimento é o investimento em si mesmo.

Te desejo sucesso na sua recolocação.

Vem ser feliz AGORA! 

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Dúvidas? Entre em contato, para mais informações.

Lúcia Renata
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Career & Life Coach – Terapeuta Holística – Master Practitioner PNL – Analista Comportamental Neurosistêmico e Eneagrama das Personalidades
  
“O Autoconhecimento é a verdade que liberta!” Lúcia Renata

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Nem tão óbvio assim!

Por: André Castro:

“O Óbvio é a verdade mais difícil de se enxergar”,Clarice Lispector, escritora brasileira.
Você tem se preocupado com o óbvio para diferenciar-se na multidão? Pode parecer surpreendente, mas a maioria das pessoas desconsidera as tarefas e obrigações ditas óbvias na busca pela sua excelência e qualidade.
“Que tempos são esses em que temos que defender o óbvio?” Bertolt Brecht, poeta alemão.
É mais uma manhã de segunda feira. Termino minha xícara de café e saio rapidamente em direção ao aeroporto de Congonhas com destino à Belo Horizonte onde fecharei com minha palestra motivacional o encontro anual das empresas do ramo farmacêutico de Minas Gerais.
Após noventa minutos, concluo minha apresentação com o vídeo da música My Way, meu caminho, sintetizando de maneira inspiradora a mensagem da palestra. O retorno que recebo da organização e dos participantes é de agradecimento pelo incentivo a seguirem suas jornadas e terem tido suas mentes e corações abertos para os novos desafios.
Terminado os cumprimentos, saio rapidamente em direção ao aeroporto de BH para retornar à São Paulo onde preciso em tempo hábil entregar o artigo que você lê nesse momento.
Para quem não me conhece, sou palestrante motivacional e confesso que quando iniciei nesse mercado tive dúvidas se realmente haveria público carente pelas informações que passo as quais todos de alguma forma sabem ou já ouviram, não sendo, portanto, nenhuma novidade a ser desvendada.
Por que, então, após noventa minutos refletindo sobre o óbvio, afinal, o público ainda se emociona, sorri e me abraça em todas as palestras?
É sabido que as pessoas necessitam repetidamente ouviras mesmas coisas para se motivarem e voltarem a acreditarem si mesmas e não há dúvidas que em muitas vezes deixamos de enxergar o óbvio por medo da mudança. Sair da zona de conforto exige gasto de energia e nós como todo ser vivo aprendemos a economizá-la, permanecendo imóveis, muitas vezes, na mesmice.
O óbvio está ao alcance de todos e é também difícil de ser visto até que alguém o manifeste com simplicidade, é o que faço nas minhas palestras mostrando estar à disposição de qualquer um que queira realmente atingir suas metas e a tão esperada felicidade.
Segundo Jacob Petry, pesquisador e escritor brasileiro, o óbvio são “as simples atitudes que nos fazem ter sucesso em tudo o que realizamos” e que precisam ser freqüentemente recordadas pois sendo óbvias passam desapercebidas e até esquecidas.
“Caímos tão fundo que atrever-se a proclamar o óbvio se transformou em dever de todo o ser inteligente”, George Orwell, jornalista e escritor inglês.
Tudo é óbvio até que você saiba a resposta e assim pôr vezes me pergunto, o que reflito em noventa minutos de palestra é mesmo o óbvio ou torna-se no final?
Não tenha medo, saia do óbvio, questione, viva, sorria, busque mais, a vida é repleta de oportunidades e caminhos. Sair do óbvio não significa fazer algo necessariamente novo, mas fazer algo diferente do comum o que em muitas situações acaba sendo o próprio óbvio que pôr vezes esquecido torna-se, agora, uma vez,enfim, realizado, o melhor caminho em busca da excelência e qualidade cujos controles estão na arte de fazê-lo e de fazê-lo bem.
Segundo Murillo Leal, jornalista brasileiro, “quando você sai da rota do óbvio e popular, começa a descobrir coisas ótimas que estão apagadas”, esta é a luz que ascendo na mente da platéia ao final das minhas palestras. Mostro que a partir de atitudes simples e ao alcance de todos um mundo repleto de oportunidades e desafios se abre, só depende de você.
Inspire-se, se você chegou até aqui saiba que é preciso uma mente fora do comum para analisar o óbvio, pensando e refletindo a respeito.
No final lembre-se, o começo é sempre a partir do óbvio.
Parabéns!
“A vitória mais bela da minha vida é aquela que ainda está para acontecer”, Enzo Ferrari, fundador da Ferrari.

André Castro - Contatos e Redes Sociais:

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quarta-feira, 14 de agosto de 2019

O que fazer quando estamos recebendo o que há de melhor, mas não estamos em nosso melhor?

O segundo semestre de 2018 foi um período difícil em vários quesitos que eu não quero te dar o desprazer de relembrar. Para mim não foi diferente, foi um dos meus piores momentos da vida em vários âmbitos que prefiro não mencionar.
Mas em contra partida, profissionalmente falando eu estava recebendo o que há de melhor como clientes, no caso uma turma dos sonhos para qualquer professor.
Todo dia era um dilema: como separar o pessoal do profissional? Como fazer com que sentimentos e emoções particulares não influenciem para que meus clientes tivessem uma visão erronia ao meu respeito?
Foi ai que descobri a belíssima obra de DANIEL GOLEMAM sobre Inteligência Emocional, onde o brilhante autor afirma que 80% do sucesso profissional dependem da Inteligência Emocional (Q.E.).
Professor Ricardo Batista
Mais do que nunca o mercado de trabalho exige profissionais completos, o quesito técnico já não é um diferencial e sim uma obrigatoriedade. Pode até parecer exagero, mas um exemplo bem simples: a maioria de nossos pais não tinha o ensino médio completo e foram inclusos no mercado de trabalho, hoje dificilmente seria possível a inserção com a mesma escolaridade para desenvolver a mesma atividade profissional.
Voltando ao título, o que fazer quando estamos recebendo o que há de melhor, mas não estamos em nosso melhor?São nessas circunstâncias que entra as cinco habilidades que todos devemos desenvolver que estão ligadas a inteligência emocional.
Ter autoconhecimento de saber quem você é realmente, e que tudo pode e tem potencial para melhorar.
Ter controle emocional para não falar sem pensar, ter filtros em tudo que fizermos ciente das conseqüências.
Ter auto motivação não depender de elogios externos e saber que o maior reconhecimento e estar convicto que fez o seu melhor.
Ter empatia de se por na posição do outro que criou uma expectativa com seu atendimento ou desempenho e não pode ser desapontado. Ter relacionamentos interpessoais de preferência com indivíduos de crenças, vivencia e ideologias diferentes da sua, pois a diferenças é um fator de crescimento.

pense, sempre!
Esta cinco habilidades são necessárias tanto para um CEO (Diretor Executivo) de uma grande corporação quanto para quem esta procurando seu primeiro vinculo empregatício.
O mundo mudou e temos que esta na vanguarda dessa evolução, a começar pela nossa postura, as soft skills (habilidades interpessoais), pois já não basta ser bom, é necessária a excelência.
Abraços e até Breve.

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Ricardo Batista é Professor de Matemática e Gestão Empresarial.
Email: ricardobatista1980@yahoo.com.br

quarta-feira, 7 de agosto de 2019

Como os países ricos ficaram ricos? E por que os pobres continuam pobres?

Não poderia ter saído em melhora hora a versão em português do livro mais importante de Erik Reinert (editora Contraponto). Trate-se de um dos melhores livros já escritos sobre a história e a teoria do desenvolvimento econômico. Em tempos de vitória de Trump e Brexit não custa repetir uma frase dita ad nauseam nos anos 90 e que parece mais atual do que nunca: é a economia estúpido! O magistral livro de Reinert nos ajuda a entender como os países ricos ficaram ricos e porque os países pobres continuam pobres. Acrescentaria eu: como agora alguns países ricos empobrecem até. Além de sua tradicional competência em teoria, história e história do pensamento econômico, Reinert nos brinda ainda na versão em português com um breve resumo dos caminhos e descaminhos das ideias sobre desenvolvimento econômico na língua portuguesa desde o século XVII. Vale muito a leitura. Para os autores clássicos do desenvolvimento econômico as atividades produtivas são diferentes em termos de suas habilidades para gerar crescimento e desenvolvimento. Atividades com altos retornos crescentes de escala, alta incidência de inovações tecnológicas e altas sinergias decorrentes de divisão do trabalho dentro das empresas e entre empresas são fortemente indutoras de desenvolvimento econômico segundo a leitura de Reinert. São atividades onde em geral predominam competição imperfeita e todas as características desse tipo de estrutura de mercado (importantes curvas de aprendizagem, rápido progresso técnico, alto conteúdo de R&D, grandes possibilidades de economias de escala e escopo, alta concentração industrial, grandes barreiras à entrada, diferenciação por marcas, etc).

Reinert nos mostra como esse grupo de atividades de alto valor agregado se contrapõe às atividades de baixo valor agregado, em geral praticadas em países pobres ou de renda média com típica estrutura de competição perfeita (baixo conteúdo de R&D, baixa inovação tecnológica, informação perfeita, ausência de curvas de aprendizado e possibilidades de divisão do trabalho. O aumento de produtividade de uma economia viria justamente da subida da escada tecnológica, migrando de atividades de baixa qualidade para as atividades de alta qualidade, rumo à sofisticação tecnológica do tecido produtivo. Para isso a construção de um sistema industrial complexo e diversificado é fundamental, sujeito a retornos crescentes de escala, altas sinergias e linkages entre atividades. A especialização em agricultura e extrativismos não permitiria esse tipo de evolução tecnológica. Migrar de atividades de baixa qualidade (concorrência perfeita) para as atividades de alta qualidade (concorrência imperfeita) é tarefa de enorme dificuldade. Reinert nos mostra que desse salto depende o processo de desenvolvimento Econômico. Por definição as atividades de alta qualidade aparecem em mercados com estruturas de oligopólio e concorrência monopolística o que já dificulta sobremaneira a entrada de novos players de países emergentes. Barreiras à entrada, grandes economias de escala e diferenciação por marcas são algumas das características desses mercados que dificultam muito o acesso de novas empresas do mundo emergente. Alguns exemplos ilustram facilmente o ponto e ajudam a entender como a economia mundial está estruturada em termos desses mercados. Aviões: Boeing, Airbus, Bombardier e Embraer. Automóveis: Toyota, Hyundai, GM, Ford, Fiat. Alimentos processados: Nestlé, Danone. Eletrônicos: Apple e Samsung e assim por diante. Os exemplos nos setores de manufaturas e bens complexos são abundantes. Para se desenvolver um país precisa ser capaz de constituir empresas nesses setores já muito bem ocupados onde os potenciais de economias de escala e lucros são enormes: aí está a produtividade. Tarefa nada fácil para um país emergente.
Reinert mostra como podemos usar as idéias de Michael Porter para entender a microeconomia do Desenvolvimento Econômico: como evitar trabalhar onde não há barreiras à entrada, economias de escala e escopo e onde a informação é razoavelmente perfeita. Entender o subdesenvolvimento é compreender o que acontece nas indústrias onde as estratégias de Porter não funcionam – as “dog industries” que ele diz a seus clientes para se manterem longe. “Star industries” são atividades onde em geral predominam competição imperfeita e todas as características desse tipo de estrutura de mercado. Esse grupo de atividades se contrapõe às atividades de baixo valor agregado “dog industries”, em geral praticadas em países pobres ou de renda média. No livro “A vantagem competitiva das nações”, Porter leva as conclusões tiradas da arena da competição industrial para o nível nacional. O conselho que ele dá às nações é essencialmente o mesmo que ele dá às corporações: cultivar “star industries” e manter-se longe das “dog industries”. A “competitividade” no esquema de Porter consiste em posicionar seu próprio país nas atividades de “stars”. Segundo Erik Reinert, as recomendações da estratégia de Porter são essencialmente uma versão mais sofisticada das recomendações das escolas de pensamento mercantilistas e cameralistas que ele analisa longamente ao longo do livro. Reinert construiu durante décadas uma biblioteca de mais de 60.000 volumes com pensadores esquecidos do mercantilismo italiano, alemão, francês e inglês.
Dessa análise surgem no livro duas rotas possíveis para as diversas nações. A primeira que leva ao desenvolvimento econômico e a constituição e manutenção de atividades com retornos crescentes de escala, especialmente, mas não unicamente, manufaturas. As economias de escala permitem aumentos significativos de produtividade, pressionam salários para cima e geram lucros e excedentes tributáveis. Os salários mais altos geram maior poupança e maior demanda por bens mais sofisticados. Os excedentes tributáveis permitem aos governos taxar e investir, de preferência em infra estrutura e atividades públicas que estimulem inovações. O aumento do custo do trabalho estimula novas ondas de investimento em máquinas que poupam trabalhadores, mas aumentam ainda mais a produtividade. Assim o sistema vai se retroalimentando num ciclo virtuoso. O oposto ocorre em economias pobres que se dedicam a atividades com baixos retornos de escala, especialmente extrativismos de commodities. Os salários reais não sobem de forma consistente, pois não ha ganhos de produtividade relevantes no sistema. Não há excedentes para aumentos de lucros, poupança e tributação. Nesse caso o sistema fica preso numa armadilha de pobreza; um círculo vicioso sem investimentos e inovações tecnológicas relevantes, dependente das oscilações do mercado mundial de commodities: a boa e velha historia da América Latina.

Livro aqui: http://www.contrapontoeditora.com.br/produto.php?id=10011

Paulo Gala
Professor de Economia da FGV/EESP
Twitter @paulogala

https://www.paulogala.com.br/como-os-paises-ricos-ficaram-ricos/





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