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quarta-feira, 23 de setembro de 2026

O ambiente também nos transforma: quando começamos a viver como aquilo que nos cerca.

 (por Cidinha Pascoaloto)

 Existe uma frase que merece ser levada a sério quando pensamos sobre comportamento humano: nós não apenas habitamos os ambientes; os ambientes também passam a habitar em nós. A maneira como vivemos, as pessoas com quem convivemos e os hábitos que se repetem ao nosso redor participam, muitas vezes silenciosamente, da construção do nosso comportamento.

Imagine uma pessoa que sempre foi organizada e que, em determinado momento, passa a morar com alguém extremamente desorganizado. No início, ela se incomoda, recolhe as roupas espalhadas, organiza os objetos, limpa o que foi abandonado e tenta manter a rotina que sempre teve. Mas, com o passar do tempo, algo pode mudar.

Ela começa a deixar algumas coisas para depois, passa a tolerar objetos fora do lugar e, pouco a pouco, aquilo que antes lhe causava incômodo começa a parecer normal.

Ela não acordou um dia e decidiu: “agora vou ser desorganizada”. A mudança aconteceu nas pequenas repetições.

Quando somos constantemente expostos a uma determinada situação, tendemos a nos adaptar a ela. O que inicialmente chama nossa atenção pode, com o tempo, deixar de provocar a mesma reação.  A bagunça que antes parecia gritante passa a fazer parte da paisagem. Não precisamos controlar todas as pessoas ao nosso redor, mas podemos observar o que está acontecendo conosco.

Uma pergunta simples pode ser poderosa: “O que em mim está mudando por escolha e o que está mudando apenas porque me adaptei ao ambiente?” Porque algumas mudanças acontecem tão devagar que não percebemos que estamos mudando.

 E, quando finalmente percebemos, talvez seja hora de escolher novamente aquilo que queremos conservar em nós. Entretanto, existe um perigo quando a adaptação se torna excessiva: podemos começar a abandonar comportamentos importantes para nós apenas porque o ambiente não os sustenta.

 Nem tudo o que se torna habitual merece permanecer.

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quarta-feira, 26 de agosto de 2026

A Verdadeira Capacidade do Cérebro e o Consumo de Energia

(por Cidinha Pascoaloto)

O cérebro humano é, sem dúvida, um motor extraordinário que carregamos dentro da cabeça. Representando aproximadamente 2% do peso corporal, ele é responsável por cerca de 20% de toda a energia produzida pelo nosso corpo, mesmo quando estamos em repouso.

Esse gasto energético é impressionante, pois o cérebro nunca entra em repouso completo. Mesmo enquanto dormimos, ele continua funcionando: organiza memórias, regula hormônios, controla a respiração, mantém o coração batendo, interpreta informações do ambiente e prepara o corpo para o dia seguinte. Até mesmo uma simples conversa envolve diversas regiões cerebrais trabalhando em perfeita harmonia.

No entanto, existe uma característica curiosa: o cérebro tenta economizar energia sempre que possível, utilizando uma estratégia extremamente inteligente. Reduz o gasto de energia em tarefas repetitivas — como escovar os dentes, dirigir, caminhar, escrever ou digitar — para que você tenha mais recursos disponíveis para resolver novos problemas.

Essa economia explica por que mudar um hábito é difícil. Qualquer mudança exige que o cérebro abandone caminhos antigos e construa novos, interligados, ou que consuma muita energia. Muitas pessoas acreditam que não conseguem mudar por falta de força, mas, na realidade, estão passando por um processo natural de reorganização cerebral.

Além disso, cada interrupção exige um novo esforço para recuperar o foco, aumentando o gasto de energia mental. Talvez seja por isso que tantas pessoas terminam o dia exaustas, mesmo sem realizar trabalho físico intenso. Quando vivemos sob estresse, ansiedade ou medo constantes, o cérebro permanece em estado de alerta. Com o passar do tempo, surgem a fadiga mental, a dificuldade de concentração, a falta de ar, a irritabilidade e a sensação de exaustão.

Por outro lado, hábitos saudáveis ​​favorecem um funcionamento mais eficiente do cérebro. Dormir bem, praticar atividade física, manter laços afetivos, alimentar-se corretamente, cultivar momentos de relaxamento e desenvolver estratégias para lidar com o estresse ajudam a preservar tanto a saúde mental quanto o desempenho cognitivo.

O cérebro não nasce de repente. Ele continua a ser construído ao longo da vida.

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quarta-feira, 29 de julho de 2026

O que a Neurociência e a Psicologia nos ensinam sobre pensar em tempos de respostas instantâneas com IA

 (Por Cidinha Pascoaloto)

A tecnologia está presente em nossos celulares, computadores, redes sociais e nas decisões que tomamos diariamente. A Inteligência Artificial é capaz de responder perguntas, produzir textos, criar imagens, organizar informações e conversar entre si de maneira muito semelhante a um ser humano.

Diante de tantas respostas rápidas, será que estamos nos tornando mais inteligentes ou apenas mais dependentes delas? O maior risco é que os seres humanos deixem de exercitar sua capacidade de pensar. A neurociência demonstra que nosso cérebro é um órgão extraordinariamente adaptável, moldado para questionar. Diversas regiões cerebrais são ativadas sempre que fazemos uma pergunta, buscamos uma resposta ou tentamos resolver um problema.

O córtex pré-frontal, responsável pelo raciocínio, planejamento, tomada de decisões e pensamento crítico, é ativado quando precisamos resolver um problema, cruzar informações e formular hipóteses. Assim como um músculo se fortalece com o esforço, as conexões neurais também se fortalecem quando somos desafiados a pensar.

Ao investigar, comparar, refletir e questionar, estimulamos a neuroplasticidade — a capacidade do cérebro de criar conexões. É precisamente esse esforço que promove o crescimento intelectual e emocional. O problema surge quando essa capacidade substitui completamente o processo de reflexão.

Sem Inteligência Artificial, podemos vivenciar nossas experiências, sentir nossas emoções ou atribuir significado à nossa história. Ela pode fornecer dados, mas sua interpretação permanece essencialmente humana. A curiosidade é o que alimenta a mente: quando sentimos, nosso cérebro libera dopamina, um neurotransmissor essencial para o funcionamento saudável do cérebro.

Quanto mais curiosos somos, mais aprendemos; quanto mais aprendemos, mais conexões neurais construímos; e quanto mais conexões construímos, maior se torna nossa capacidade de adaptação. Portanto, uma sociedade que deixa de fazer perguntas corre o risco de se tornar intelectualmente empobrecida. Em última análise, a neurociência nos mostra que o cérebro só cresce quando é desafiado.

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quarta-feira, 27 de maio de 2026

Quando a Diversão Vira Dor: Histórias Invisíveis dos Jogos das plataformas

 por: Cidinha Pascoaloto:

 Nesse artigo quero abordar um tema triste, mas real:  você já ouviu falar da Ludopatia? A ludopatia é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde como uma doença mental, um transtorno caracterizado pelo vício em jogos de azar, como apostas em plataformas online, as chamadas Bets e jogos como o “Tigrinho”, que prometem ganhos rápidos e saques imediatos. 

A pessoa começa a jogar como uma brincadeira um jogo entre amigos ou uma aposta pequena como uma forma de ganhar dinheiro algo que parece inofensivo

Esse é um transtorno que afeta milhões de pessoas no mundo. Só no Brasil temos em média 1,4 milhões de brasileiros incluindo adolescentes acima de 14 anos.

O jogo entra como uma promessa de ganho rápido, cada pequena vitória o cérebro libera uma sensação de prazer. Nosso cérebro possui um mecanismo chamado sistema de recompensa. Os jogos de azar exploram esse sistema do cérebro criando uma sensação intensa de expectativa e vitória,

  O transtorno do jogo do azar está fortemente ligado a altos níveis de ansiedade, estresse, impulsividade, consumo de drogas, suicídio e ideação suicida. A ludopatia tem sido apontada como causa de aumento de suicídio.  A pessoa não percebe quando a diversão começa a virar necessidade e as consequências começam a aparecer de forma sutil.

O jogador começa a fazer empréstimos em bancos e pedir dinheiro emprestado para amigos e aposta mais ainda na tentativa de recuperar o dinheiro perdido. Os jogos de plataformas são perigosos e dolorosos. Perde-se dinheiro, vínculos afetivos, emocionais, confiança de pessoas queridas e da autoestima. Perde-se tempo, oportunidades, momentos com quem se ama e a conexão com sigo mesma.

A psicoterapia é fundamental nesse processo em alguns casos o acompanhamento psiquiátrico também se faz necessário.  Por trás de cada aposta, pode existir alguém tentando preencher um vazio e aumentando mais a dor. 

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quarta-feira, 4 de março de 2026

Comportamento Antissocial: Origem, Impactos Familiares e Estratégias de Proteção Emocional

 Por: Cidinha Pascoaloto -Psicóloga:

Os traços de comportamento antissocial têm base genética, fatores biológicos, sociais e ambientais e começam geralmente na adolescência ou até na infância antes dos 15 anos, principalmente quando esses comportamentos trazem algum tipo de ganho imediato como poder, controle, vantagem pessoal ou ausência de consequências.

Indivíduos que apresentam esses traços ignoram normas sociais básicas, tem dificuldade em sentir culpa ou remorso, impulsividade, manipulação, baixa empatia e comportamentos agressivos ou irresponsáveis.

 Mas nem todo comportamento agressivo ou irresponsável indica transtorno. O cérebro dessas pessoas processa consequências sociais de maneira diferente, priorizando a satisfação imediata de desejos pessoais.

No núcleo familiar, o comportamento antissocial manifesta-se através de irresponsabilidade financeira constante e pelo não cumprimento de acordos básicos estabelecidos na rotina familiar, e os membros sentem-se constantemente explorados ou enganados. Há mentiras recorrentes sobre gastos excessivos e uso de recursos comuns indevidos. Exploração financeiramente  parentes idosos com justificativas cínicas que violam o espaço pessoal e a dignidade da pessoa. A quebra de confiança destrói a estrutura familiar ao longo dos anos de convivência.

 Entender essa lógica fria é essencial para evitar manipulações afetivas e financeiras em relacionamentos íntimos ou profissionais.

Esses traços não definem o caráter, mas indicam a necessidade urgente de intervenção psicoterapêutica ou psiquiátrica. Quando a impulsividade e o descaso pelas normas sociais se tornam a regra, o risco de isolamento e problemas jurídicos aumentam drasticamente. O tratamento visa não apenas à adaptação social, mas também à proteção da vida do indivíduo e de quem o cerca. Manter uma distância profissional e emocional é a melhor estratégia ao lidar com pessoas que apresentam traços persistentes de desonestidade.

Preservar a paz interior é a prioridade máxima diante de personalidades tóxicas e abusivas em qualquer esfera da vida social.

Cidinha Pascoaloto-Psicóloga, CRP 06/158174. Presencial e online

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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

LUDISMO, NEOLUDISMO, INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL - A RESISTENCIA DA HUMANIDADE

Por: Wagner Leonardo de Souza o Wagner Leo GuRuTech:

( HOMO X TECH)

Ludismo foi um movimento operário na Inglaterra do século XIX que protestava contra máquinas industriais, enquanto o neoludismo é uma crítica filosófica contemporânea ao avanço tecnológico predatório.  Esses conceitos oferecem lições valiosas para palestrantes sobre equilíbrio entre inovação e impacto humano.

 Ludismo Histórico O ludismo surgiu entre 1811 e 1816, principalmente em Nottingham, Inglaterra, durante a Revolução Industrial, com trabalhadores têxteis destruindo máquinas para pressionar patrões por melhores salários e condições, não por rejeição ao progresso em si.



          Liderado simbolicamente por Ned Ludd (figura fictíHistóriovimento se espalhou por condados como Yorkshire e Lancashire, mas enfrentou repressão violenta: leis como o Frame-Breaking Act de 1812 impuseram pena de morte, resultando em execuções e deportações.

 Historiadores como Eric Hobsbawm veem-no como tática negocial tradicional, similar a práticas de mineiros, e não mera tecnofobia. Neoludismo Moderno Surgido nos anos 1990, o neoludismo critica tecnologias modernas por impactos ambientais, sociais e psicológicos, defendendo o princípio da precaução: só adotar inovações comprovadamente seguras.

 Sem líderes centrais, inclui práticas como abandono passivo de gadgets, sabotagem ou promoção de vidas simples, inspiradas em comunidades como os Amish ou o movimento Chipko.  Pensadores como Chellis Glendinning, em seu "Notes toward a Neo-Luddite Manifesto" (1990), questionam tecnologias químicas, nucleares e genéticas por priorizarem lucro sobre ecologia e comunidade.

  Diferenças Principais. Exemplos Contemporâneos Neoludistas atuais resistem à IA por risco de desemprego em massa e vigilância, como debates sobre automação em profissões criativas ou limites à digitalização total. Ambientalistas radicais sabotam projetos de mineração tech ou rejeitam 5G por supostos danos ecológicos; no Brasil, críticas a atrasos tecnológicos em estados como Rio Grande do Sul ecoam o termo.

  Conexões com anarcoprimitivismo e antiglobalização ampliam o escopo, prevendo colapsos por superpopulação e alienação. Relevância para Palestrantes Esses movimentos inspiram palestras sobre ética tecnológica: ludismo alerta para desigualdades na inovação, neoludismo promove equilíbrio entre progresso e sustentabilidade humana.  

 Em era de IA, debater "desconexão para reconexão" atrai audiências preocupadas com bem-estar. Os ludistas realizaram ações violentas como destruição de máquinas têxteis, incêndios em fábricas e ataques a residências de proprietários entre 1811 e 1816, principalmente em regiões como Nottinghamshire, Yorkshire e Lancashire.  


 O governo britânico respondeu com leis severas, mobilização militar e punições capitais, esmagando o movimento. Principais Ações Invasões noturnas a fábricas têxteis para destruir teares mecânicos (como power looms) e máquinas de fiar (spinning jennies, mules), usando martelos e taladros; iniciaram em Nottingham em novembro de 1811.

 Incêndios em instalações industriais, como a Knot Mill em Manchester (1790, precursor) e ataques coordenados em Huddersfield, com cartas ameaçadoras assinadas por "Rei Ludd". Ataques a residências de donos de fábricas e moinhos em áreas como Yorkshire (1812) e Loughborough (1816, 53 frames destruídos).

Repressão Governamental Frame-Breaking Act (fevereiro 1812): tornou destruição de máquinas crime capital, punível com morte; espiões e recompensas de até 200 libras por delatores. Mobilização de 12 mil soldados para proteger fábricas, dispersar reuniões e abrir fogo contra manifestantes, criando milícias privadas de proprietários. Julgamentos em York (1812-1813): 17 enforcamentos por assassinato e ataques; deportações para Austrália e multas; toque de recolher e fechamento de bares para impedir reuniões.

  Ned Ludd foi uma figura mítica e provavelmente fictícia, adotada como líder simbólico pelos ludistas na Inglaterra do início do século XIX. Seu nome inspirou o termo "ludita" e serviu para assinar manifestos e ameaças anônimas. Origem da LendaA lenda de Ned Ludd surgiu por volta de 1779 em Leicestershire ou Anstey, onde um aprendiz ou aldeão revoltado teria destruído máquinas de tricô com um martelo após ser punido por indisciplina.  

 O incidente viralizou: "Ned Ludd passou por aqui" virou expressão para sabotagens, evoluindo para "Rei Ludd", "Capitão Ludd" ou "General Ludd" em cartas dos ludistas de 1811. Papel no Movimento Os ludistas o invocavam como autoridade moral para justificar ataques coordenados a fábricas têxteis, exigindo melhores salários e condições, preservando anonimato contra repressão. Sem evidências históricas de existência real, historiadores o veem como mito unificador, semelhante a Robin Hood, representando resistência operária à mecanização predatória.

 O movimento ludista começou em Nottinghamshire, Inglaterra, em novembro de 1811, com os primeiros ataques coordenados à destruição de máquinas têxteis.  Ele se espalhou rapidamente por regiões industriais como Yorkshire e Lancashire até 1816. Contexto Inicial Tudo iniciou com tosquiadores e tecelões de Nottingham, que invadiram fábricas noturnas para quebrar teares mecânicos, como os "wide frames", culpando as máquinas pela queda salarial e desemprego durante a Revolução Industrial.

 O primeiro grande incidente registrado foi em 26 de março de 1811, com 60 teares destruídos, mas o pico veio em 9 de novembro, marcando o movimento propriamente dito. Expansão Rápida de Nottingham, propagou-se em meses para condados vizinhos: Leicestershire (Loughborough), Cheshire e Manchester, com cartas ameaçadoras assinadas por "Ned Ludd" exigindo melhores condições.  

 O ápice ocorreu em abril de 1812, com o assalto à tecelagem de William Cartwright em Yorkshire. A Revolução Industrial na Inglaterra (final do século XVIII a início do XIX) introduziu mecanização têxtil, causando desemprego em massa, queda de salários e precarização laboral, o que gerou o ludismo em 1811.  

 Esse contexto econômico agravou-se com crises agrícolas e guerras napoleônicas, intensificando a miséria operária. Transformações Industriais Mecanização têxtil: Invenções como spinning jenny (1764), water frame (1769) e mule jenny (1779) aumentaram produtividade, mas substituíram artesãos qualificados por operários não qualificados e trabalho infantil barato. Fábricas e jornadas: Concentração fabril elevou jornadas a 14-16 horas diárias em ambientes insalubres, com baixos salários devido à oferta excessiva de mão de obra rural migrante.

 Desemprego tecnológico: De 1813 a 1850, teares manuais caíram de 250 mil para 40 mil empregos, enquanto máquinas vapor multiplicaram-se. Crises Econômicas Agravantes Guerras Napoleônicas (1803-1815): Bloqueio continental encareceu algodão e alimentos, reduzindo poder de compra operário. Más colheitas (1816): "Ano sem verão" provocou fome e revoltas, reacendendo ludismo. Acumulação capitalista: Reservas de carvão/ferro e mercantilismo permitiram investimentos, mas concentraram riqueza em burgueses, ampliando desigualdades.

  O ludismo foi um protesto operário contra a mecanização da Revolução Industrial, enquanto o neoludismo critica tecnologias modernas como a IA por seus impactos sociais e éticos.  Esses movimentos alertam para os riscos da automação descontrolada na era atual. Ludismo Resumido Trabalhadores ingleses (1811-1816), liderados simbolicamente por Ned Ludd, destruíram máquinas têxteis em Nottingham e arredores para combater desemprego e baixa remuneração causados pela industrialização.

Neoludismo Resumido Movimento filosófico contemporâneo (anos 1990-hoje) que rejeita excessos tecnológicos, promovendo desconexão e precaução; inclui críticas a gadgets, vigilância e danos ambientais. Conexão com Ia neoludistas veem IA como "nova máquina ludita": ameaça empregos criativos, amplia desigualdades e vigilância, inspirando debates sobre regulação ética e "desconexão digital". ludismo histórico e o neoludismo contra IA diferem em métodos e foco, mas ambos questionam o custo humano da automação.

 Exemplos atuais de neoludismo incluem petições globais por pausas no desenvolvimento de IA e movimentos de "desconexão digital". Exemplos contra IACarta aberta do Future of Life Institute (2023): Milhares de especialistas, incluindo Elon Musk e Yoshua Bengio, pediram 6 meses de pausa em modelos de IA mais potentes que o GPT-4, temendo riscos existenciais e perda de empregos.

  Protestos de artistas e escritores: Boicotes a ferramentas como Midjourney e ChatGPT por "roubo criativo"; Hollywood greves de 2023 exigiram limites à IA em roteiros e dublagens.

 Movimento "Dumb phones" e Geração Z: Jovens trocam smartphones por Nokia básicos para fugir de apps com IA viciante (TikTok, Instagram), formando comunidades no Reddit (r/dumbphones) contra vigilância algorítmica.

  The 8iEstratégias NeoludistasNeoludistas optam por resistência passiva: regulação (EU AI Act), uso de software open-source sem IA ou "Posting Zero" – abandono de redes sociais saturadas por conteúdo gerado por Ia. O neoludismo contra IA gera impactos econômicos indiretos, como atrasos regulatórios que elevam custos de desenvolvimento e pressionam investimentos em setores tech.

  Ainda assim, promove debates sobre requalificação laboral, mitigando riscos de desemprego em massa sem paralisar inovações. Impactos Negativos Atrasos em projetos: Petições como a pausa no GPT-4 (2023) forçaram empresas como OpenAI a investir em lobby e compliance, elevando custos operacionais em bilhões. Queda em valuations: Boicotes de artistas reduziram adoção de IA generativa, impactando ações de Midjourney (-15% em 2024) e afetando ecossistemas de startups.

 I’m

Desigualdade ampliada: Resistência limita IA em PMEs, beneficiando apenas gigantes como Google, que absorvem 70% dos lucros do setor. Impactos PositivosRequalificação e novos mercados: Pressão neoludista impulsiona US$ 100 bi anuais em treinamentos (ex.: Amazon Upskilling), criando empregos em ética IA e governança. Regulação equilibrada: EU AI Act (2024) evita monopólios, fomentando concorrência e crescimento de 5-7% no PIB europeu via IA responsável. Inovação sustentável Movimentos como "Dumb phones" geram nicho de US$ 2 bi em dispositivos low-tech, diversificando economias digitais,  a humanidade se posicionando a respeito da repetição histórica.

 By

Wagner Leonardo de Souza

O GuRuTech

Graduado em Defesa Cibernética, Pós Graduado em Cybercrime CyberSecurity Prevenção e Investigação de Crimes Digitais, 38 anos de uso em Tecnologias Generativas e Diversas Ferramentas de Inovação e Inclusão Digital. Casado, Pai e Avô. Possui Várias Certificações Nacionais e Internacionais em diversas áreas de conhecimento em Tecnologias de diversas Instituições de Ensino Renomadas no Mundo da Tecnologia


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