quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

LUDISMO, NEOLUDISMO, INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL - A RESISTENCIA DA HUMANIDADE

Por: Wagner Leonardo de Souza o Wagner Leo GuRuTech:

( HOMO X TECH)

Ludismo foi um movimento operário na Inglaterra do século XIX que protestava contra máquinas industriais, enquanto o neoludismo é uma crítica filosófica contemporânea ao avanço tecnológico predatório.  Esses conceitos oferecem lições valiosas para palestrantes sobre equilíbrio entre inovação e impacto humano.

 Ludismo Histórico O ludismo surgiu entre 1811 e 1816, principalmente em Nottingham, Inglaterra, durante a Revolução Industrial, com trabalhadores têxteis destruindo máquinas para pressionar patrões por melhores salários e condições, não por rejeição ao progresso em si.



          Liderado simbolicamente por Ned Ludd (figura fictíHistóriovimento se espalhou por condados como Yorkshire e Lancashire, mas enfrentou repressão violenta: leis como o Frame-Breaking Act de 1812 impuseram pena de morte, resultando em execuções e deportações.

 Historiadores como Eric Hobsbawm veem-no como tática negocial tradicional, similar a práticas de mineiros, e não mera tecnofobia. Neoludismo Moderno Surgido nos anos 1990, o neoludismo critica tecnologias modernas por impactos ambientais, sociais e psicológicos, defendendo o princípio da precaução: só adotar inovações comprovadamente seguras.

 Sem líderes centrais, inclui práticas como abandono passivo de gadgets, sabotagem ou promoção de vidas simples, inspiradas em comunidades como os Amish ou o movimento Chipko.  Pensadores como Chellis Glendinning, em seu "Notes toward a Neo-Luddite Manifesto" (1990), questionam tecnologias químicas, nucleares e genéticas por priorizarem lucro sobre ecologia e comunidade.

  Diferenças Principais. Exemplos Contemporâneos Neoludistas atuais resistem à IA por risco de desemprego em massa e vigilância, como debates sobre automação em profissões criativas ou limites à digitalização total. Ambientalistas radicais sabotam projetos de mineração tech ou rejeitam 5G por supostos danos ecológicos; no Brasil, críticas a atrasos tecnológicos em estados como Rio Grande do Sul ecoam o termo.

  Conexões com anarcoprimitivismo e antiglobalização ampliam o escopo, prevendo colapsos por superpopulação e alienação. Relevância para Palestrantes Esses movimentos inspiram palestras sobre ética tecnológica: ludismo alerta para desigualdades na inovação, neoludismo promove equilíbrio entre progresso e sustentabilidade humana.  

 Em era de IA, debater "desconexão para reconexão" atrai audiências preocupadas com bem-estar. Os ludistas realizaram ações violentas como destruição de máquinas têxteis, incêndios em fábricas e ataques a residências de proprietários entre 1811 e 1816, principalmente em regiões como Nottinghamshire, Yorkshire e Lancashire.  


 O governo britânico respondeu com leis severas, mobilização militar e punições capitais, esmagando o movimento. Principais Ações Invasões noturnas a fábricas têxteis para destruir teares mecânicos (como power looms) e máquinas de fiar (spinning jennies, mules), usando martelos e taladros; iniciaram em Nottingham em novembro de 1811.

 Incêndios em instalações industriais, como a Knot Mill em Manchester (1790, precursor) e ataques coordenados em Huddersfield, com cartas ameaçadoras assinadas por "Rei Ludd". Ataques a residências de donos de fábricas e moinhos em áreas como Yorkshire (1812) e Loughborough (1816, 53 frames destruídos).

Repressão Governamental Frame-Breaking Act (fevereiro 1812): tornou destruição de máquinas crime capital, punível com morte; espiões e recompensas de até 200 libras por delatores. Mobilização de 12 mil soldados para proteger fábricas, dispersar reuniões e abrir fogo contra manifestantes, criando milícias privadas de proprietários. Julgamentos em York (1812-1813): 17 enforcamentos por assassinato e ataques; deportações para Austrália e multas; toque de recolher e fechamento de bares para impedir reuniões.

  Ned Ludd foi uma figura mítica e provavelmente fictícia, adotada como líder simbólico pelos ludistas na Inglaterra do início do século XIX. Seu nome inspirou o termo "ludita" e serviu para assinar manifestos e ameaças anônimas. Origem da LendaA lenda de Ned Ludd surgiu por volta de 1779 em Leicestershire ou Anstey, onde um aprendiz ou aldeão revoltado teria destruído máquinas de tricô com um martelo após ser punido por indisciplina.  

 O incidente viralizou: "Ned Ludd passou por aqui" virou expressão para sabotagens, evoluindo para "Rei Ludd", "Capitão Ludd" ou "General Ludd" em cartas dos ludistas de 1811. Papel no Movimento Os ludistas o invocavam como autoridade moral para justificar ataques coordenados a fábricas têxteis, exigindo melhores salários e condições, preservando anonimato contra repressão. Sem evidências históricas de existência real, historiadores o veem como mito unificador, semelhante a Robin Hood, representando resistência operária à mecanização predatória.

 O movimento ludista começou em Nottinghamshire, Inglaterra, em novembro de 1811, com os primeiros ataques coordenados à destruição de máquinas têxteis.  Ele se espalhou rapidamente por regiões industriais como Yorkshire e Lancashire até 1816. Contexto Inicial Tudo iniciou com tosquiadores e tecelões de Nottingham, que invadiram fábricas noturnas para quebrar teares mecânicos, como os "wide frames", culpando as máquinas pela queda salarial e desemprego durante a Revolução Industrial.

 O primeiro grande incidente registrado foi em 26 de março de 1811, com 60 teares destruídos, mas o pico veio em 9 de novembro, marcando o movimento propriamente dito. Expansão Rápida de Nottingham, propagou-se em meses para condados vizinhos: Leicestershire (Loughborough), Cheshire e Manchester, com cartas ameaçadoras assinadas por "Ned Ludd" exigindo melhores condições.  

 O ápice ocorreu em abril de 1812, com o assalto à tecelagem de William Cartwright em Yorkshire. A Revolução Industrial na Inglaterra (final do século XVIII a início do XIX) introduziu mecanização têxtil, causando desemprego em massa, queda de salários e precarização laboral, o que gerou o ludismo em 1811.  

 Esse contexto econômico agravou-se com crises agrícolas e guerras napoleônicas, intensificando a miséria operária. Transformações Industriais Mecanização têxtil: Invenções como spinning jenny (1764), water frame (1769) e mule jenny (1779) aumentaram produtividade, mas substituíram artesãos qualificados por operários não qualificados e trabalho infantil barato. Fábricas e jornadas: Concentração fabril elevou jornadas a 14-16 horas diárias em ambientes insalubres, com baixos salários devido à oferta excessiva de mão de obra rural migrante.

 Desemprego tecnológico: De 1813 a 1850, teares manuais caíram de 250 mil para 40 mil empregos, enquanto máquinas vapor multiplicaram-se. Crises Econômicas Agravantes Guerras Napoleônicas (1803-1815): Bloqueio continental encareceu algodão e alimentos, reduzindo poder de compra operário. Más colheitas (1816): "Ano sem verão" provocou fome e revoltas, reacendendo ludismo. Acumulação capitalista: Reservas de carvão/ferro e mercantilismo permitiram investimentos, mas concentraram riqueza em burgueses, ampliando desigualdades.

  O ludismo foi um protesto operário contra a mecanização da Revolução Industrial, enquanto o neoludismo critica tecnologias modernas como a IA por seus impactos sociais e éticos.  Esses movimentos alertam para os riscos da automação descontrolada na era atual. Ludismo Resumido Trabalhadores ingleses (1811-1816), liderados simbolicamente por Ned Ludd, destruíram máquinas têxteis em Nottingham e arredores para combater desemprego e baixa remuneração causados pela industrialização.

Neoludismo Resumido Movimento filosófico contemporâneo (anos 1990-hoje) que rejeita excessos tecnológicos, promovendo desconexão e precaução; inclui críticas a gadgets, vigilância e danos ambientais. Conexão com Ia neoludistas veem IA como "nova máquina ludita": ameaça empregos criativos, amplia desigualdades e vigilância, inspirando debates sobre regulação ética e "desconexão digital". ludismo histórico e o neoludismo contra IA diferem em métodos e foco, mas ambos questionam o custo humano da automação.

 Exemplos atuais de neoludismo incluem petições globais por pausas no desenvolvimento de IA e movimentos de "desconexão digital". Exemplos contra IACarta aberta do Future of Life Institute (2023): Milhares de especialistas, incluindo Elon Musk e Yoshua Bengio, pediram 6 meses de pausa em modelos de IA mais potentes que o GPT-4, temendo riscos existenciais e perda de empregos.

  Protestos de artistas e escritores: Boicotes a ferramentas como Midjourney e ChatGPT por "roubo criativo"; Hollywood greves de 2023 exigiram limites à IA em roteiros e dublagens.

 Movimento "Dumb phones" e Geração Z: Jovens trocam smartphones por Nokia básicos para fugir de apps com IA viciante (TikTok, Instagram), formando comunidades no Reddit (r/dumbphones) contra vigilância algorítmica.

  The 8iEstratégias NeoludistasNeoludistas optam por resistência passiva: regulação (EU AI Act), uso de software open-source sem IA ou "Posting Zero" – abandono de redes sociais saturadas por conteúdo gerado por Ia. O neoludismo contra IA gera impactos econômicos indiretos, como atrasos regulatórios que elevam custos de desenvolvimento e pressionam investimentos em setores tech.

  Ainda assim, promove debates sobre requalificação laboral, mitigando riscos de desemprego em massa sem paralisar inovações. Impactos Negativos Atrasos em projetos: Petições como a pausa no GPT-4 (2023) forçaram empresas como OpenAI a investir em lobby e compliance, elevando custos operacionais em bilhões. Queda em valuations: Boicotes de artistas reduziram adoção de IA generativa, impactando ações de Midjourney (-15% em 2024) e afetando ecossistemas de startups.

 I’m

Desigualdade ampliada: Resistência limita IA em PMEs, beneficiando apenas gigantes como Google, que absorvem 70% dos lucros do setor. Impactos PositivosRequalificação e novos mercados: Pressão neoludista impulsiona US$ 100 bi anuais em treinamentos (ex.: Amazon Upskilling), criando empregos em ética IA e governança. Regulação equilibrada: EU AI Act (2024) evita monopólios, fomentando concorrência e crescimento de 5-7% no PIB europeu via IA responsável. Inovação sustentável Movimentos como "Dumb phones" geram nicho de US$ 2 bi em dispositivos low-tech, diversificando economias digitais,  a humanidade se posicionando a respeito da repetição histórica.

 By

Wagner Leonardo de Souza

O GuRuTech

Graduado em Defesa Cibernética, Pós Graduado em Cybercrime CyberSecurity Prevenção e Investigação de Crimes Digitais, 38 anos de uso em Tecnologias Generativas e Diversas Ferramentas de Inovação e Inclusão Digital. Casado, Pai e Avô. Possui Várias Certificações Nacionais e Internacionais em diversas áreas de conhecimento em Tecnologias de diversas Instituições de Ensino Renomadas no Mundo da Tecnologia


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